Área de escape da BR-277 esbarra na burocracia

Por Redação 07/09/2017 - 11:36 hs

Muita gente vai pegar a estrada com sentido ao litoral paranaense neste feriadão da Independência e vai perceber que a área de escape da BR-277 ainda não saiu do papel.

A construção de mais essa ferramenta de segurança foi bastante debatida após o trágico acidente com o caminhão-tanque, em julho de 2016. Quem não lembra? Na ocasião o veículo carregado com etanol tombou e explodiu na altura do quilômetro 33. Outros doze veículos também se envolveram no acidente, que deixou ainda sete mortes. A causa: o caminhão perdeu os freios.

Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Lúcio Marins, a caixa de escape no trecho da Serra do Mar seria essencial para reduzir riscos, mas a implantação vem esbarrando na burocracia.

De acordo com a Ecovia, concessionária que administra o trecho, a implantação da área de escape teve o projeto executivo finalizado e aguarda liberação ambiental. Conforme a empresa, o IAP devolveu o projeto à concessionária para adequações. A Ecovia deve reencaminhar a documentação na primeira quinzena de outubro para aprovação. Enquanto isso, a preocupação continua.

Não muito longe, outra caixa de escape – essa já instalada – vem se mostrando bastante eficiente: é na BR-376, na região da Serra de Guaratuba. O equipamento, que foi instalado em 2011, já foi utilizado 180 vezes.

A caixa de pedras, com 1,5 metro de profundidade, não diminui a quantidade de acidentes, já que a utilização da área também é anotada como ocorrência, mas tem papel importante ao evitar situações de maior gravidade.

Ainda assim a análise do inspetor da PRF é de que a ferramenta poderia ser ainda mais eficiente se tivesse sido instalada entre as pistas, porque a ampla maioria dos casos registrados é de superaquecimento do sistema de freios.

A implantação de caixas de escape nas rodovias federais do estado faz parte de uma política pela redução no número de acidentes.

Desde 2011 a redução total é de 53% dos acidentes e até dezembro passado foram 38% de diminuição de vítimas, mas a imprudência poderia facilmente reverter esses índices, diz o inspetor da Polícia Rodoviária.

De acordo com o Instituto Ambiental do Paraná, as alterações solicitadas no projeto da área de escape da BR-277 não são de ordem construtiva.

Conforme a assessoria de imprensa do IAP, o projeto foi devolvido para complementação do plano de controle ambiental, que vai avaliar possíveis impactos. Segundo o instituto, a documentação da Ecovia foi protocolada em 23 de dezembro de 2016 e a resposta com as solicitações foi encaminhada menos de suas semanas depois, em 04 de janeiro de 2017 e em seguida reiterado, em 27 de abril.

Fonte: CBN Curitiba